Tempo. Um olhar para trás no tempo. Suspenso. Volto-me à memória de mim mesma. É caixa, é guarda, é corda que não se desfaz, mas perdura, recorda. Percorro o caminho, estático, movimento. Diluído o pensamento, o passado denso ao centro. Quanto mais dele eu conheço, menos de mim eu reconheço. Mas quanto mais nele me vejo, mais de mim eu conheço. Reminiscências que vão e vêm, abrem-se e sobrevoam, a história, nessa lembrança dourada e escondida que quer ser reconquistada. Revisto o trajeto inteiro… descubro que a essência que ficou é a que muito esquecida por mim andou. Reflito então num instante: minha vida, essa imagem, até agora que aparência ela tomou? Penso-me em um adagio, cada passo é um traço. Mas falta algo desse lado…. Largo o retrato. Repasso cada cena do trato… não obtenho o esperado. Ainda não encontrei o fio que me liga ao que o passado marcou.
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